O
Laçador


O Monumento "Laçador"
foi criado por Antonio Caringi, inaugurado em 20/09/1958, no Largo
do Bombeiro, em Porto Alegre - RS, tendo por modelo Paixão
Côrtes. Este monumento possui 4,45 metros e está
assentado num pedestal de granito, totalizando 6,55 m e pesando
3,8 toneladas.
João Carlos D'Avila Paixão
Côrtes, nasceu em 12/07/1927 em Sant'Ana do Livramento -
RS, é engenheiro agrônomo, mas tornou-se mundialmente
conhecido como estudioso da Tradição Rio-Grandense,
com um sem número de trabalhos aprovados em Congressos
Tradicionalistas, sendo o maior divulgador da tradição
gaúcha na América do Sul.
Paixão Côrtes iniciou
cedo pesquisas do folclore rio-grandense, registrando com gravadores,
filmadoras e máquinas fotográficas todo o rico material
da cultura do homem campesino gaúcho. Pesquisa essa que
estendeu-se até peças originais de museus como o
Louvre, de Paris, do Museu do Trajo Português, de Lisboa,
Museu do Prado, de Madri, Museu Militar, da Escócia, Victória
and Albert, de Londres, e tantos outros da América do Sul.
Paixão Côrtes é
o se que pode chamar de tradicionalista de primeira Hora, visto
ter sido integrante do "Grupo dos Oito", que fundou
o "35 - CTG" em 1948, que foi o primeiro CTG fundado,
originando daí todo o Movimento Tradicionalista do qual
fazemos parte com tanto orgulho.
É criador dos símbolos
da "Chama Crioula", do "Candeeiro Crioulo"
e da "Semana Farroupilha".
Em 1953, fez nascer o famoso conjunto
folclórico "Tropeiros da Tradição",
iniciando assim uma nova era profissional na projeção
folclórica das danças e temas nativos. Na área
discográfica atuou em 7 (sete) long-plays cantando, com
os quais recebeu prêmios como, melhor Realização
Folclórica Nacional (1962) e melhor Cantor Masculino do
Folclore do Brasil (1964).
Como comunicador, Paixão
Côrtes tem mais de 40 anos de dinâmica atividade,
atuando em conceituados programas de rádio Rio-Grandenses,
sendo o criador, com Darcy Fagundes do famoso "Grande Rodeio
Coringa" em 1955, programa esse que reformulou a programação
gauchesca de auditório do Rio Grande. Paixão Côrtes
é responsável também pelo surgimento de "Festa
de Galpão"(1953), "Festança da Querência"(1.958),
"Domingo com Paixão Côrtes" e "Querência",
estes dois últimos em plena vigência na rádio
Guaíba.
Atuou como consultor de costumes
e revisor de texto para a televisão e cinema. E como ator
encarnou o expressivo Pedro Terra no filme "Um Certo Capitão
Rodrigo", dirigido por Anselmo Duarte, baseado no romance
"O Tempo e o Vento" de Érico Veríssimo.
Como bailarino e cantor, Paixão
Côrtes viajou oito vezes para a Europa, atuando na mais
famosa casa de espetáculos européia, no Olimpia
de Paris, permanecendo cinco meses na França apresentando
nossas danças folclóricas também nos palcos
da Universidade de Sorbonne, Teatro Mogador, Prefeitura Parisiense
e outras casas noturnas. Atuou também na Alemanha, na "Feira
Mundial de Transportes e Comunicações", em
Munique, no "Cassino de Estoril", em Lisboa, e na "Feira
Rural de Santarém", em Portugal.
Em 1986 Paixão Côrtes
retornou à Europa, distribuindo na Inglaterra e Escócia
sua obra "The Gaúcho, Dances Costumes, Craftsmanship"
impresso em inglês. Na BBC de Londres apresentou-se cantando
e dançando temas gauchescos, acompanhado pelo conjunto
musical "Os Farrapos" (Disco de Ouro / 1988).
Foi conferencista no Arquipélago
Açoriano Português em intercâmbio cultural
entre "Ilhéus" e "Gaúchos".
Cabe ressaltar que Paixão
Côrtes não está vinculado a nenhuma instituição
governamental, quer Municipal, Estadual ou Federal, nem recebe
qualquer subvenção de qualquer órgão
internacional.
Quis a história que se
fizesse justiça a esse gigante do tradicionalismo, eternizando
sua figura no bronze do "Laçador" do qual foi
modelo para o escultor Antonio Caringi, em 1954, imagem esta escolhida
como símbolo de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul.
